Salve galera!
Atualizando um pouquinho sobre o andamento da minha parte da atividade.
Já está tudo pronto, só falta a aplicação dela, e para isso estamos no aguardo da escola, que nos disponibilizará um ou mais períodos (sinceramente 2 períodos seriam muito bom), para a efetuação dela.
Como já havia dito anteriormente, nossa atividade se baseia em uma peça de teatro em atos. Cada ato sendo correspondido e encenado por um respectivo aluno do grupo, com ênfase no curso de origem de cada um (podem haver exceções), sobre uma tematica contemporânea ambiental.
No meu caso, como sou aluno do curso de Química, falarei sobre alguns items que acho relevante pra esta temática. Meu ato será baseado na transformação da matéria, com tópicos como reciclagem e tempo de decomposição de alguns materiais na natureza, levando em conta o processo de fabricação de alguns elementos até o destino deles. Tudo isso aliado com alguns exeperimentos visuais, como alteração de cores em soluções, derretimento de isopor em acetona, e queima de vapor de álcool, tem tudo para dar certo.
Todos os experimentos possuem deixas para algum item relevante ambientalmente falando, no caso da mudança de cores, pode-se tratar questões como pH das substâncias e chuvas ácidas por exemplo, no caso do derretimento de acetona, novamente a transformação da matéria, e na queima de vapor o que acontece nos aterros sanitários.
Diferentemente dos colegas, meu ato será totalmente improvisado, apenas seguindo alguns tópicos a serem tratados! Um monólogo muito divertido na pele do doutor Iqnius, um cientista velhaco que está decepcionado e revoltado com as barbaridades ambientais que ocorrem hoje em dia.
De resto é isso, só estamos no aguardo da escola pra realizar a atividade, e prontos para aplicá-la!
Um grande abraço a todos!
terça-feira, 15 de novembro de 2011
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
A escola do futuro ou do passado?
Comecemos com uma leve comparação...
De um lado temos uma pessoa pró-tecnologia, libertadora e construidora de novos espaços.
"Fantásticas tecnologias! Incrível conhecimento instantâneo! Facilidade de acesso a informação! Possibilidade de se encontrar velhos amigos! Possibilidade de falar, viver, rir e crescer sem sair de casa! Não somos nada sem ela! Somos o futuro!"
Do outro temos uma pessoa contra-tecnologia, conservadora e mantenedora dos velhos espaços.
"Horríveis tecnologias!Depredação dos velhos costumes, aliciadora dos nossos filhos! Lugares de maus elementos! Fuga das nossas raízes ancentrais! Acaba com o contato entre as pessoas, acaba com a relação entre os amigos e a família! Devemos abandoná-la e usá-la apenas quando muito necessário!
Somos o passado!"
E você de que lado está? Acha que a tecnologia é malvada? Ou bondosa? Ou não acha nada? Ou acha tudo? Acha que na educação dos seus filhos elas devem ser utilizadas? Ou proibidas? O que vocês acham?
Mas que dualidade, hein? Afinal de contas a tecnologia é uma coisa boa ou mal?
Haha, adoro provocar dúvidas, mas infelizmente não tenho a resposta pra nada.
Só tenho algumas colocações a serem postas...
Pois bem vamos lá, tentarei dar um breve histórico de como eu fui educado, e de como os jovens de hoje em dia estão sendo educados, e a partir disso construir um embasamento crítico e teórico para que possamos agregar algum tipo de conhecimento a discussão.
Quando ainda estava na pré-escola, realizávamos atividades de leitura do alfabeto (A, B, C, etc.), e escrita das letras, treinavámos a escrita, com a letra de mão e com a letra de forma. Além disso realizávamos grande parte das atividades sem auxílio nenhum de tecnologia digital, apenas lápis e papel. Na parte artística era assim também, na hora de colorir e desenhar, tudo a mão!
Hoje em dia, temos um contraste um pouco diferente, com o avanço das tecnologias digitais e com a introdução do computador em nossos cotidianos, muitas das práticas de escrita e desenho manuais estão sendo deixadas de lado, em prol de uma eficiência maior, que é realizada pelo computador, que automaticamente corrige os erros de escrita e ensina os educandos as letras do alfabeto sem a necessidade de se escrevê-las manualmente. No caso da arte também, existem escolas em que as práticas de desenho são feitas exclusivamente em softwares exclusivos, e que o ato de colorir e desenhar é feito inteiramente em tecnologias digitais.
Lembro que nessa época visitei o Parque da Mônica em São Paulo, e me apaixonei por um visor digital que permitia através do toque a coloração de algumas imagens já postas na tela! Era incrível!
E pensando agora sobre isso, me fez refletir sobre o porque de eu ter achado incrível. Acredito eu, que era pelo fato de eu ter vivenciado a coloração manual, e por isso achava a digital incrível! Se tivesse aprendido digitalmente direto acharia meio chato...
Continuando no Ensino Fundamental... nunca tive celular, professores muito menos (se tinham eu nunca via)... pra fazermos ligações fora de casa somente com cartão telefônico ou ligando a cobrar. Para me comunicar com meus colegas somente através de bilhetinhos que escrevíamos e repassávamos entre nós durante a sala de aula. Lembro que muitas das pesquisas iniciais minhas eram feitas através de enciclopédias e livros, e tinhamos que ir até uma biblioteca pesquisarmos sobre o assunto e copiar do livro (mesmo que fosse igual) para agradarmos o professor. Quando tive meu primeiro contato com um computador foi incrível! Jogava games direto! Mas para isso já tinha um video-game, então só o enxergava como forma de lazer e passatempo. Internet nem pensar, era discada e os preços eram absurdos, quando conseguíamos conectar nos finais de semana e conseguíamos baixar um arquivo de 1mb (equivalente a uma música curta) era uma euforia total! Mas foi nesta época que fui me desenvolvendo e criando uma identidade juvenil, através dos bate-papos (ICQ com 2 contatos), e através das músicas baixadas na internet que eu podia ouvir a hora que eu quisesse, e não precisasse ficar dependente da TV para ouví-las! Era incrível!
Hoje em dia, quase todas as pessoas do Ensino Fundamental possuem celular, podem ser de classe desfavorecida, mas o celular está presente! Mesmo entre os pequenos, os pais vêem o celular como uma ferramente ótima de controle dos filhos, e além disso os filhos adoram os aplicativos existentes nele, sem contar que o tipo de celular te dá um certo status social com seus colegas. Além disso, grande parte das pesquisas são feitas via internet em computadores (LAN houses, laboratórios de informática, na própria casa) e muitos dos trabalhos são simplesmente cópias (ctrl+c, crtl+v) dos grandes sites (mas antes era cópia do livro!), e o contato entre os jovens é feito através de novas formas de linguagem com gírias e abreviações do português, com o intuito de acelerar ainda mais o diálogo entre os jovens. Nestas acelerações são esquecidas muitas vezes as normas gramaticais e muitos especialistas discutem sobre esta temática. E não nos esqueceremos das redes sociais que servem como um grande diferencial entre as geração X e a geração Y.
E no final de tudo o Ensino Médio, que apresenta conteúdo suficiente para discutirmos durante um semestre inteiro o efeito das tecnologias digitais neste grupo de pessoas. Suficiente dizer que a construção de uma identidade neste período é muito mais marcante, tanto sexual quanto profissional e pessoal, e que as tecnologias estão diretamente relacionadas a elas.
É incrível pensar que nos dias de hoje, mesmo com tanta mudança aparente entre as pessoas e as maneiras como elas lidam com o espaço, alguns espaços ainda se mantenham rígidos e estruturais. A escola, por exemplo, não se atualiza! Ou em alguns casos se atualiza demais e não sabe o que fazer!
É tanto recurso, tanto conhecimento, tanta informação, que não sabemos o que fazer com eles! E nesta temática é que entra o papel do professor nas novas tecnologias a serviço da educação.
O professor tem um papel crucial na formação destes novos jovens. Ele deve ser o articulador e o mediador destas novas tecnologias, sabendo como niguém, quando utilizar tal recurso social ou virtual, para melhorar suas aulas ou a aprendizagem dos estudantes. Deve utilizar estes recursos para melhor diálogo com os alunos, com as pessoas diferentes, deve saber utilizar o que há de melhor para possibilitar a produção de conhecimento!
Ele deve ser capaz de extrair de cada ferramenta uma característica, e através de muito estudo e competência utilizá-la da melhor maneira possível no seu dia-a-dia! Ele deve sempre estar em constante atualização, sempre por dentro das novas tecnologias, pois senão ficarão a margem dos alunos... devem enxergar isto como uma forma nova de se incluir em um mundo de redes cada vez mais complexas, como uma nova forma de aprender com os alunos! Eu ensino química, vocês me ensinam a mexer neste Iphone de última geração! Uma troca mútua de conhecimentos que todos saem ganhando! É incrível o quanto de conhecimento há hoje em dia disponível para as pessoas, e se limitarmos a capacidade de criatividade e criação destes novos espaços, estamos limitanto nossas próprias capacidades de crescer, como alunos e professores...
E agora respondendo a pergunta lá de cima, acredito que as novas tecnologias vieram pra ficar. Não há como separá-las do nosso cotidiano, é uma reação simbiótica! Cabe ao educador o desafio de melhor articular estas novas técnicas com técnicas pré-existentes! Não abrindo mão de nenhuma, mas sempre procurando conciliar ambas com o intuito de sempre progredir na roda da evolução...
Segue-se abaixo um vídeo que achei muito bom, vale a pena dar uma conferida e exemplifica tudo o que gostaria de dizer sobre o assunto...
Um grande abraço a todos!
De um lado temos uma pessoa pró-tecnologia, libertadora e construidora de novos espaços.
"Fantásticas tecnologias! Incrível conhecimento instantâneo! Facilidade de acesso a informação! Possibilidade de se encontrar velhos amigos! Possibilidade de falar, viver, rir e crescer sem sair de casa! Não somos nada sem ela! Somos o futuro!"
Do outro temos uma pessoa contra-tecnologia, conservadora e mantenedora dos velhos espaços.
"Horríveis tecnologias!Depredação dos velhos costumes, aliciadora dos nossos filhos! Lugares de maus elementos! Fuga das nossas raízes ancentrais! Acaba com o contato entre as pessoas, acaba com a relação entre os amigos e a família! Devemos abandoná-la e usá-la apenas quando muito necessário!
Somos o passado!"
E você de que lado está? Acha que a tecnologia é malvada? Ou bondosa? Ou não acha nada? Ou acha tudo? Acha que na educação dos seus filhos elas devem ser utilizadas? Ou proibidas? O que vocês acham?
Mas que dualidade, hein? Afinal de contas a tecnologia é uma coisa boa ou mal?
Haha, adoro provocar dúvidas, mas infelizmente não tenho a resposta pra nada.
Só tenho algumas colocações a serem postas...
Pois bem vamos lá, tentarei dar um breve histórico de como eu fui educado, e de como os jovens de hoje em dia estão sendo educados, e a partir disso construir um embasamento crítico e teórico para que possamos agregar algum tipo de conhecimento a discussão.
Quando ainda estava na pré-escola, realizávamos atividades de leitura do alfabeto (A, B, C, etc.), e escrita das letras, treinavámos a escrita, com a letra de mão e com a letra de forma. Além disso realizávamos grande parte das atividades sem auxílio nenhum de tecnologia digital, apenas lápis e papel. Na parte artística era assim também, na hora de colorir e desenhar, tudo a mão!
Hoje em dia, temos um contraste um pouco diferente, com o avanço das tecnologias digitais e com a introdução do computador em nossos cotidianos, muitas das práticas de escrita e desenho manuais estão sendo deixadas de lado, em prol de uma eficiência maior, que é realizada pelo computador, que automaticamente corrige os erros de escrita e ensina os educandos as letras do alfabeto sem a necessidade de se escrevê-las manualmente. No caso da arte também, existem escolas em que as práticas de desenho são feitas exclusivamente em softwares exclusivos, e que o ato de colorir e desenhar é feito inteiramente em tecnologias digitais.
Lembro que nessa época visitei o Parque da Mônica em São Paulo, e me apaixonei por um visor digital que permitia através do toque a coloração de algumas imagens já postas na tela! Era incrível!
E pensando agora sobre isso, me fez refletir sobre o porque de eu ter achado incrível. Acredito eu, que era pelo fato de eu ter vivenciado a coloração manual, e por isso achava a digital incrível! Se tivesse aprendido digitalmente direto acharia meio chato...
Continuando no Ensino Fundamental... nunca tive celular, professores muito menos (se tinham eu nunca via)... pra fazermos ligações fora de casa somente com cartão telefônico ou ligando a cobrar. Para me comunicar com meus colegas somente através de bilhetinhos que escrevíamos e repassávamos entre nós durante a sala de aula. Lembro que muitas das pesquisas iniciais minhas eram feitas através de enciclopédias e livros, e tinhamos que ir até uma biblioteca pesquisarmos sobre o assunto e copiar do livro (mesmo que fosse igual) para agradarmos o professor. Quando tive meu primeiro contato com um computador foi incrível! Jogava games direto! Mas para isso já tinha um video-game, então só o enxergava como forma de lazer e passatempo. Internet nem pensar, era discada e os preços eram absurdos, quando conseguíamos conectar nos finais de semana e conseguíamos baixar um arquivo de 1mb (equivalente a uma música curta) era uma euforia total! Mas foi nesta época que fui me desenvolvendo e criando uma identidade juvenil, através dos bate-papos (ICQ com 2 contatos), e através das músicas baixadas na internet que eu podia ouvir a hora que eu quisesse, e não precisasse ficar dependente da TV para ouví-las! Era incrível!
Hoje em dia, quase todas as pessoas do Ensino Fundamental possuem celular, podem ser de classe desfavorecida, mas o celular está presente! Mesmo entre os pequenos, os pais vêem o celular como uma ferramente ótima de controle dos filhos, e além disso os filhos adoram os aplicativos existentes nele, sem contar que o tipo de celular te dá um certo status social com seus colegas. Além disso, grande parte das pesquisas são feitas via internet em computadores (LAN houses, laboratórios de informática, na própria casa) e muitos dos trabalhos são simplesmente cópias (ctrl+c, crtl+v) dos grandes sites (mas antes era cópia do livro!), e o contato entre os jovens é feito através de novas formas de linguagem com gírias e abreviações do português, com o intuito de acelerar ainda mais o diálogo entre os jovens. Nestas acelerações são esquecidas muitas vezes as normas gramaticais e muitos especialistas discutem sobre esta temática. E não nos esqueceremos das redes sociais que servem como um grande diferencial entre as geração X e a geração Y.
E no final de tudo o Ensino Médio, que apresenta conteúdo suficiente para discutirmos durante um semestre inteiro o efeito das tecnologias digitais neste grupo de pessoas. Suficiente dizer que a construção de uma identidade neste período é muito mais marcante, tanto sexual quanto profissional e pessoal, e que as tecnologias estão diretamente relacionadas a elas.
É incrível pensar que nos dias de hoje, mesmo com tanta mudança aparente entre as pessoas e as maneiras como elas lidam com o espaço, alguns espaços ainda se mantenham rígidos e estruturais. A escola, por exemplo, não se atualiza! Ou em alguns casos se atualiza demais e não sabe o que fazer!
É tanto recurso, tanto conhecimento, tanta informação, que não sabemos o que fazer com eles! E nesta temática é que entra o papel do professor nas novas tecnologias a serviço da educação.
O professor tem um papel crucial na formação destes novos jovens. Ele deve ser o articulador e o mediador destas novas tecnologias, sabendo como niguém, quando utilizar tal recurso social ou virtual, para melhorar suas aulas ou a aprendizagem dos estudantes. Deve utilizar estes recursos para melhor diálogo com os alunos, com as pessoas diferentes, deve saber utilizar o que há de melhor para possibilitar a produção de conhecimento!
Ele deve ser capaz de extrair de cada ferramenta uma característica, e através de muito estudo e competência utilizá-la da melhor maneira possível no seu dia-a-dia! Ele deve sempre estar em constante atualização, sempre por dentro das novas tecnologias, pois senão ficarão a margem dos alunos... devem enxergar isto como uma forma nova de se incluir em um mundo de redes cada vez mais complexas, como uma nova forma de aprender com os alunos! Eu ensino química, vocês me ensinam a mexer neste Iphone de última geração! Uma troca mútua de conhecimentos que todos saem ganhando! É incrível o quanto de conhecimento há hoje em dia disponível para as pessoas, e se limitarmos a capacidade de criatividade e criação destes novos espaços, estamos limitanto nossas próprias capacidades de crescer, como alunos e professores...
E agora respondendo a pergunta lá de cima, acredito que as novas tecnologias vieram pra ficar. Não há como separá-las do nosso cotidiano, é uma reação simbiótica! Cabe ao educador o desafio de melhor articular estas novas técnicas com técnicas pré-existentes! Não abrindo mão de nenhuma, mas sempre procurando conciliar ambas com o intuito de sempre progredir na roda da evolução...
Segue-se abaixo um vídeo que achei muito bom, vale a pena dar uma conferida e exemplifica tudo o que gostaria de dizer sobre o assunto...
Um grande abraço a todos!
A atividade interdisciplinar - a onda do momento
Ultimamente tenho ouvido em todas as convenções educacionais a necessidade da interdisciplinaridade no método de ensino de hoje em dia... lembro que até quando estava no colégio (meados de 2005-2006) discutiam este tópico como uma nova forma de abordarem as provas e questões relativas ao vestibular.
Como sou natural de São Paulo, lá os vestibulares são um pouco diferentes, e havia uma necessidade muito grande das Universidades de grande porte como USP, UNESP e UNICAMP de incluírem alunos de classes menos favorecidas em seu espaço universal, sendo necessário reformularem as provas de maneira a garantir um acesso mais tranquilo a este grupo, em conjunto a um sistema de cotas já pré-existente.
No momento que prestei vestibular, não era exatamente interdisciplinar os conteúdos, muitos cobravam tópicos extremamente decorativos e inúteis, mas via uma tendência grande para a leitura e interpretação de textos nas provas, sendo a melhor representação pela prova do ENEM.
Neste sábado e domingo tivemos a prova do ENEM, e o conceito interdisciplinar novamente vêm a tona, devido a prova ter sido uma tentativa de unir as diferentes disciplinas em uma prova apenas, que pode servir de ingresso para muitos alunos ao Ensino Superior de qualidade. Nesta temática inclusiva, de que através de textos e conhecimentos, nenhuma matéria possue seu campo extremamente isolado, e sim são interligadas, é que pensamos a nossa atividade.
Como já disse pra vocês em postagens anteriores, trabalhei em um grupo de teatro com química por dois anos e meio. De certa forma meio dificil de se visualizar, mas muito legal quando você trabalha e vê o fruto do trabalho dando certo!
Nesta temática interdisciplinar, acredito que todo tipo de conhecimento pode ser ligado a outro tipo, sendo que o processo de formação e absorção dele é único, não pode ser separado e está intrinsicamente ligado a práticas cotidianas e sociais de nossa vida. Simplesmente por dizer, não acredito em separação dos conhecimentos, apenas que eles são separados em áreas de ensino, simplesmente para que possamos ter uma melhor visualização deles, e uma melhor forma de ensinar. Por isso se separam Química de Física, e História de Geografia, mas que no fundo eles são apenas um só e estão intrinsicamente ligados em uma rede muito mais complexa do que aparenta.
Nossa atividade é a seguinte:
Pretendemos trabalhar em uma turma de Ensino Médio sobre a temática do "ambiental" (não gosto da palavra meio ambiente) através de uma prática que fuja um pouco dos métodos tradicionais de ensino. Pretendemos trabalhar ensinando questões ambientais de uma maneira muito mais livre e didática, pretendemos trabalhar isto através de uma peça de teatro!
Aí você chega pra mim e diz "Tá louco? Isso é impossível, muito difícil..." e eu respondo "Não é não, é um desafio..."
Através de uma peça de teatro curta (aproximadamente 20-25 minutos) pretendemos despertar nos alunos esta consciência de que a criação do conhecimento é única! E está acontecendo a todo momento, em todas as nossas experiências, e de que não há uma forma melhor ou pior de se ensinar, mas que existem muitas formas... e de que qual forma isto se relaciona com o seu cotidiano, suas relações familiares, e tudo mais...
Através de vários integrantes de várias áreas específicas do conhecimento (Química, Biologia, Filosofia, Sociologia, Ed. Física) pretendemos mostrar que esta temática se encaixa em todos os tópicos, e que o desafio será interligar as diferentes disciplinas de modo que a transmissão e geração de conhecimento seja incrível!
A escolha desta temática foi feita casualmente. Anteriormente tinhamos escolhido o criacionismo como tema, devido a eu já ter tido trabalhado com este tópico anteriormente em uma peça de teatro entitulada "A Criação do Universo" e sugerido para os colegas e eles terem aceitado. Mas devido a facilidade e a importância das Questões Ambientias nos dias de hoje decidimos mudar o tópico para melhor nos suitarmos.
Estou muito apreensivo e esperando muito desta atividade! Como gosto muito de teatro e destas questões trabalhadas, realmente espero que consigamos nos articular e fazer um bom trabalho. Sei que este trabalho é muito gratificante e traz muitos bons frutos tanto para os atores quanto para os ouvintes. E para vocês caros colegas que irão ver a atividade em registros e compartilhamento.
Esperamos com esta atividade despertar o pensamento crítico sobre formas de ensino tradicionais, sobre a interdisciplinaridade do conhecimento, sobre a construção do conhecimento e sua absorção, além de, promover muita diversão, e proporcionar aos estudantes um momento de descontração e lazer com aprendizagem.
Caso haja tempo, planejamos também promover uma roda de discussão posterior de 20 a 25 minutos, com os alunos, estimulando-os em vários aspectos, no gosto pela arte, pela ciência, e pela maneira de como eles influenciam o meio em que vivem, e de maneira suas condutas ou comportamentos afetam o processo como um todo.
Estou muito empolgado e acho que a atividade renderá muita coisa!
Meu papel é o de cientista maluco, químico malvado haha, ou posso mudar de idéia e virar bonzinho, o que acham?
Um grande abraço! E ficamos por aqui.
Como sou natural de São Paulo, lá os vestibulares são um pouco diferentes, e havia uma necessidade muito grande das Universidades de grande porte como USP, UNESP e UNICAMP de incluírem alunos de classes menos favorecidas em seu espaço universal, sendo necessário reformularem as provas de maneira a garantir um acesso mais tranquilo a este grupo, em conjunto a um sistema de cotas já pré-existente.
No momento que prestei vestibular, não era exatamente interdisciplinar os conteúdos, muitos cobravam tópicos extremamente decorativos e inúteis, mas via uma tendência grande para a leitura e interpretação de textos nas provas, sendo a melhor representação pela prova do ENEM.
Neste sábado e domingo tivemos a prova do ENEM, e o conceito interdisciplinar novamente vêm a tona, devido a prova ter sido uma tentativa de unir as diferentes disciplinas em uma prova apenas, que pode servir de ingresso para muitos alunos ao Ensino Superior de qualidade. Nesta temática inclusiva, de que através de textos e conhecimentos, nenhuma matéria possue seu campo extremamente isolado, e sim são interligadas, é que pensamos a nossa atividade.
Como já disse pra vocês em postagens anteriores, trabalhei em um grupo de teatro com química por dois anos e meio. De certa forma meio dificil de se visualizar, mas muito legal quando você trabalha e vê o fruto do trabalho dando certo!
Nesta temática interdisciplinar, acredito que todo tipo de conhecimento pode ser ligado a outro tipo, sendo que o processo de formação e absorção dele é único, não pode ser separado e está intrinsicamente ligado a práticas cotidianas e sociais de nossa vida. Simplesmente por dizer, não acredito em separação dos conhecimentos, apenas que eles são separados em áreas de ensino, simplesmente para que possamos ter uma melhor visualização deles, e uma melhor forma de ensinar. Por isso se separam Química de Física, e História de Geografia, mas que no fundo eles são apenas um só e estão intrinsicamente ligados em uma rede muito mais complexa do que aparenta.
Nossa atividade é a seguinte:
Pretendemos trabalhar em uma turma de Ensino Médio sobre a temática do "ambiental" (não gosto da palavra meio ambiente) através de uma prática que fuja um pouco dos métodos tradicionais de ensino. Pretendemos trabalhar ensinando questões ambientais de uma maneira muito mais livre e didática, pretendemos trabalhar isto através de uma peça de teatro!
Aí você chega pra mim e diz "Tá louco? Isso é impossível, muito difícil..." e eu respondo "Não é não, é um desafio..."
Através de uma peça de teatro curta (aproximadamente 20-25 minutos) pretendemos despertar nos alunos esta consciência de que a criação do conhecimento é única! E está acontecendo a todo momento, em todas as nossas experiências, e de que não há uma forma melhor ou pior de se ensinar, mas que existem muitas formas... e de que qual forma isto se relaciona com o seu cotidiano, suas relações familiares, e tudo mais...
Através de vários integrantes de várias áreas específicas do conhecimento (Química, Biologia, Filosofia, Sociologia, Ed. Física) pretendemos mostrar que esta temática se encaixa em todos os tópicos, e que o desafio será interligar as diferentes disciplinas de modo que a transmissão e geração de conhecimento seja incrível!
A escolha desta temática foi feita casualmente. Anteriormente tinhamos escolhido o criacionismo como tema, devido a eu já ter tido trabalhado com este tópico anteriormente em uma peça de teatro entitulada "A Criação do Universo" e sugerido para os colegas e eles terem aceitado. Mas devido a facilidade e a importância das Questões Ambientias nos dias de hoje decidimos mudar o tópico para melhor nos suitarmos.
Estou muito apreensivo e esperando muito desta atividade! Como gosto muito de teatro e destas questões trabalhadas, realmente espero que consigamos nos articular e fazer um bom trabalho. Sei que este trabalho é muito gratificante e traz muitos bons frutos tanto para os atores quanto para os ouvintes. E para vocês caros colegas que irão ver a atividade em registros e compartilhamento.
Esperamos com esta atividade despertar o pensamento crítico sobre formas de ensino tradicionais, sobre a interdisciplinaridade do conhecimento, sobre a construção do conhecimento e sua absorção, além de, promover muita diversão, e proporcionar aos estudantes um momento de descontração e lazer com aprendizagem.
Caso haja tempo, planejamos também promover uma roda de discussão posterior de 20 a 25 minutos, com os alunos, estimulando-os em vários aspectos, no gosto pela arte, pela ciência, e pela maneira de como eles influenciam o meio em que vivem, e de maneira suas condutas ou comportamentos afetam o processo como um todo.
Estou muito empolgado e acho que a atividade renderá muita coisa!
Meu papel é o de cientista maluco, químico malvado haha, ou posso mudar de idéia e virar bonzinho, o que acham?
Um grande abraço! E ficamos por aqui.
domingo, 11 de setembro de 2011
Grupo de Teatro Alquimia
Já que estamos falando sobre novas formas de pensar o ensino, compartilho com vocês minha experiência com Ensino de Química de uma forma muito, mas muito diferente! Através de um grupo de teatro!
Estudei na UNESP por um período e fiz parte deste grupo desde que entrei no curso, nosso objetivo era justamente o de ensinar química de uma maneira diferente, através de reações visuais e impactantes, com conceitos históricos da ciência, passando por grandes personagens como Lavoisier, Freud, cientistas malucos e muitos outros. Isto faz parte de mim agora, não tem como retirar esta experiência.
Uma iniciativa muito legal, e que vale a pena, recomendo a todos fazerem parte destas atividades que parecem distantes do âmbito profissional, mas que na construção da sua identidade, são de um valor altíssimo.
Um abraço!
PS:Esta era nossa peça antiga, eu sou um dos caras de preto (black people), haha, temos que começar por baixo, né?
Estudei na UNESP por um período e fiz parte deste grupo desde que entrei no curso, nosso objetivo era justamente o de ensinar química de uma maneira diferente, através de reações visuais e impactantes, com conceitos históricos da ciência, passando por grandes personagens como Lavoisier, Freud, cientistas malucos e muitos outros. Isto faz parte de mim agora, não tem como retirar esta experiência.
Uma iniciativa muito legal, e que vale a pena, recomendo a todos fazerem parte destas atividades que parecem distantes do âmbito profissional, mas que na construção da sua identidade, são de um valor altíssimo.
Um abraço!
PS:Esta era nossa peça antiga, eu sou um dos caras de preto (black people), haha, temos que começar por baixo, né?
Uma mistura de tempo,experiência e conhecimento - Reflexão sobre os textos de Maurice Tardif, Danielle Raymond,Célia Maria Fernandes Nunes e Ivor Goodson.
Começo este texto com uma breve reflexão... Qual a diferença entre aprendizado e conhecimento?
Procurando uma breve definição em um dicionário e em livros que trabalham o tema, encontro as seguintes definições:
Aprendizado - O processo de aprendizagem pode ser definido de forma sintética como o modo como os seres adquirem novos conhecimentos, desenvolvem competências e mudam o comportamento.
Contudo, a complexidade desse processo dificilmente pode ser explicada apenas através de recortes do todo. Por outro lado, qualquer definição está, invariavelmente, impregnada de pressupostos politico-ideológicos, relacionados com a visão de homem, sociedade e saber.
Conhecimento - O conhecimento é o ato ou a atividade de conhecer, realizado por meio da razão e/ou da experiência.
Ambas as definições nos trazem reflexões sobre os conteúdos trabalhados nos textos lidos, o conceito de saber, tempo e aprendizagem, além do conceito de currículo e futuro social.
E pergunto a vocês leitores perspicazes, sou da área de química mas me arrisco na área filosófica de vez em quando... O que é na verdade um aprendizado? Ou um saber? Será um curriculo um apanhado de saberes que se aplicado a um grupo de pessoas produz aprendizado? Como ensinar química? Como aprender química? Como ensinar alguem que queira ensinar química? Por que aprender química? Ou por que a vida é injusta? Por que perguntar? Por que ler este texto? Por que escrevê-lo? Qual o propósito disto? Estou aprendendo escrevendo isto?
Haha, garanto que muitos de vocês já se fizeram algumas destas perguntas em algum dia de suas vidas, ou até mesmo lendo o texto agora. E afirmo a vocês que principalmente as últimas perguntas são típicas. E um grupo muito específico adora realizá-las, o grupo dos aprendizes, hoje mais conhecidos como alunos.
Nos textos de Tardif e Raymond, assim como no texto de Celia Nunes, se discute a relação entre os saberes, os fenômenos de história da vida, da aprendizagem pré-profissional e a influência deste conjunto na formação da identidade docente. Goodson acaba complementando a idéia nos abrindo horizontes sobre a teoria curricular e novas formas de pensar o currículo e até mesmo sobre a influência do meio (no caso do autor, o movimento rock e punk inglês, além de sua origem) sobre a formação do professor.
Haha, mas terei de novo que ser chato, e fazer mais uma pergunta.
Um professor de química por exemplo, deve saber mais química ou saber ensinar melhor?
Pois bem, química pode ser ensinada ao ler-se um livro (assim se presume), aprende-se a teoria e assimila se o conceito constituindo assim uma aprendizagem mecânica. Logo após essa teoria é aplicada em um laboratório (infelizmente no Brasil não são todas as escolas que possuem) e ela é confirmada (ou não) fechando-se o processo. Agora você sabe que água e óleo não se misturam, mas você já sabia disso (se você cozinha)!
Bem, veja que o processo é simples, leia, memorize, aplique, tire suas conclusões e aprenda!
Pois bem, aplicando ao processo educativo então, você lê todos os autores que os professores te recomendam, Freud, Lacan, Durkhein, Marx, Locke, Freire, Goodson, Tardif, Raymond, memoriza o texto, tira suas melhores conclusões e assimila-se o conhecimento. Agora você vai para uma sala de aula aplicar suas teorias, e vê que tudo ocorre muito be... dá tudo errado! Mas onde foi que eu errei?
Era assim com a Química!
E aí você percebe a diferença entre conhecimento e aprendizagem!
Você percebe que o ato de ensinar não é algo concreto e teórico, que não pode ser aprendido a distância, que necessita ser vivenciado! E que o próprio ato de ensinar é um reflexo dos teus saberes ao longo da tua vida e ensino. Percebe que como os textos de Tardif, Raymond e Nunes sugerem que você é na verdade uma mistura de tudo, saberes, tempo e aprendizagem, isto é, não se pode separar o André professor, do André Químico, ou André estudante, todos eles são um só! E que isto é a mais absoluta verdade!
Goodson vai mais além e nos seus textos acresce que não são só os professores os afetados pelo processo de saberes, tempo e aprendizagem na hora de ensinar, mas que os alunos também aprendem de acordo com este processo, e que sofrem muito, quando utilizamos currículos fixos com bases em certos interesses não levando em conta o aluno como sujeito! Lembremos das perguntas no início do texto! Acabamos esquecendo que muitas das perguntas são as mesmas que fizemos há muito tempo como aluno, e que devido a este esquecimento, não conseguimos ensinar!
Neste modo de ensino, que caracteriza muitas das escolas brasileiras e principalmente no ensino de algumas ciências, o modo sistemático destrói qualquer chance de autonomia, pensamento crítico e diálogo, tanto do professor, que é incapaz de criar e questionar um método de ensino, e os resultados obtidos (notas, aprendizado, conhecimento,vestibular?) quanto do aluno, que prefere desistir da disciplina ou colar na prova, simplesmente para não ser reprovado. Já dizia o grande físico...
E que infelizmente acaba não existindo muitas vezes, pois o ensino acaba sendo algo concreto, sólido, duro e resistente, e não passível de mudança, de modificação, de composição.
Pra finalizar, deixo uma consideração final, acredito que nesta disciplina (que deveria ter mais tempo), podemos aplicar as teorias vividas e experienciadas nos textos lidos, podemos contar nossa história, podemos criar novas formas de ensinar e aprender, e acima de tudo podemos nos relacionar com as diferenças, e a partir destas pensarmos juntos em um futuro social inclusivo...
Ficamos por aqui!
Procurando uma breve definição em um dicionário e em livros que trabalham o tema, encontro as seguintes definições:
Aprendizado - O processo de aprendizagem pode ser definido de forma sintética como o modo como os seres adquirem novos conhecimentos, desenvolvem competências e mudam o comportamento.
Contudo, a complexidade desse processo dificilmente pode ser explicada apenas através de recortes do todo. Por outro lado, qualquer definição está, invariavelmente, impregnada de pressupostos politico-ideológicos, relacionados com a visão de homem, sociedade e saber.
Conhecimento - O conhecimento é o ato ou a atividade de conhecer, realizado por meio da razão e/ou da experiência.
Ambas as definições nos trazem reflexões sobre os conteúdos trabalhados nos textos lidos, o conceito de saber, tempo e aprendizagem, além do conceito de currículo e futuro social.
E pergunto a vocês leitores perspicazes, sou da área de química mas me arrisco na área filosófica de vez em quando... O que é na verdade um aprendizado? Ou um saber? Será um curriculo um apanhado de saberes que se aplicado a um grupo de pessoas produz aprendizado? Como ensinar química? Como aprender química? Como ensinar alguem que queira ensinar química? Por que aprender química? Ou por que a vida é injusta? Por que perguntar? Por que ler este texto? Por que escrevê-lo? Qual o propósito disto? Estou aprendendo escrevendo isto?
Haha, garanto que muitos de vocês já se fizeram algumas destas perguntas em algum dia de suas vidas, ou até mesmo lendo o texto agora. E afirmo a vocês que principalmente as últimas perguntas são típicas. E um grupo muito específico adora realizá-las, o grupo dos aprendizes, hoje mais conhecidos como alunos.
Nos textos de Tardif e Raymond, assim como no texto de Celia Nunes, se discute a relação entre os saberes, os fenômenos de história da vida, da aprendizagem pré-profissional e a influência deste conjunto na formação da identidade docente. Goodson acaba complementando a idéia nos abrindo horizontes sobre a teoria curricular e novas formas de pensar o currículo e até mesmo sobre a influência do meio (no caso do autor, o movimento rock e punk inglês, além de sua origem) sobre a formação do professor.
Haha, mas terei de novo que ser chato, e fazer mais uma pergunta.
Um professor de química por exemplo, deve saber mais química ou saber ensinar melhor?
Pois bem, química pode ser ensinada ao ler-se um livro (assim se presume), aprende-se a teoria e assimila se o conceito constituindo assim uma aprendizagem mecânica. Logo após essa teoria é aplicada em um laboratório (infelizmente no Brasil não são todas as escolas que possuem) e ela é confirmada (ou não) fechando-se o processo. Agora você sabe que água e óleo não se misturam, mas você já sabia disso (se você cozinha)!
Bem, veja que o processo é simples, leia, memorize, aplique, tire suas conclusões e aprenda!
Pois bem, aplicando ao processo educativo então, você lê todos os autores que os professores te recomendam, Freud, Lacan, Durkhein, Marx, Locke, Freire, Goodson, Tardif, Raymond, memoriza o texto, tira suas melhores conclusões e assimila-se o conhecimento. Agora você vai para uma sala de aula aplicar suas teorias, e vê que tudo ocorre muito be... dá tudo errado! Mas onde foi que eu errei?
Era assim com a Química!
E aí você percebe a diferença entre conhecimento e aprendizagem!
Você percebe que o ato de ensinar não é algo concreto e teórico, que não pode ser aprendido a distância, que necessita ser vivenciado! E que o próprio ato de ensinar é um reflexo dos teus saberes ao longo da tua vida e ensino. Percebe que como os textos de Tardif, Raymond e Nunes sugerem que você é na verdade uma mistura de tudo, saberes, tempo e aprendizagem, isto é, não se pode separar o André professor, do André Químico, ou André estudante, todos eles são um só! E que isto é a mais absoluta verdade!
Goodson vai mais além e nos seus textos acresce que não são só os professores os afetados pelo processo de saberes, tempo e aprendizagem na hora de ensinar, mas que os alunos também aprendem de acordo com este processo, e que sofrem muito, quando utilizamos currículos fixos com bases em certos interesses não levando em conta o aluno como sujeito! Lembremos das perguntas no início do texto! Acabamos esquecendo que muitas das perguntas são as mesmas que fizemos há muito tempo como aluno, e que devido a este esquecimento, não conseguimos ensinar!
Neste modo de ensino, que caracteriza muitas das escolas brasileiras e principalmente no ensino de algumas ciências, o modo sistemático destrói qualquer chance de autonomia, pensamento crítico e diálogo, tanto do professor, que é incapaz de criar e questionar um método de ensino, e os resultados obtidos (notas, aprendizado, conhecimento,vestibular?) quanto do aluno, que prefere desistir da disciplina ou colar na prova, simplesmente para não ser reprovado. Já dizia o grande físico...
- "A curiosidade é mais importante do que o conhecimento."
E que infelizmente acaba não existindo muitas vezes, pois o ensino acaba sendo algo concreto, sólido, duro e resistente, e não passível de mudança, de modificação, de composição.
Pra finalizar, deixo uma consideração final, acredito que nesta disciplina (que deveria ter mais tempo), podemos aplicar as teorias vividas e experienciadas nos textos lidos, podemos contar nossa história, podemos criar novas formas de ensinar e aprender, e acima de tudo podemos nos relacionar com as diferenças, e a partir destas pensarmos juntos em um futuro social inclusivo...
Ficamos por aqui!
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Tabela Periodica e novas formas de ensino
Oi pessoal!
No próximo post farei um apanhado das discussões dos textos, já li todos eles e estou só aguardando assistir a uma aula desta quinta. Lá estamos discutindo a questão do currículo e da inclusão também!
Quinta a noite estará pronta espero!
Até lá fiquem com este vídeo que parece bobo, mas é super legal (eu achei pelo menos haha)
É um vídeo sensacional de um cara chamado Tom Lehrer, que é um professor de química que faz uns vídeos ultra-didáticos sobre quase todos os tópicos que a química ensina.
Este aqui é uma música chamada "The elements song".
É tudo em inglês mas a idéia é sensacional e conta os elementos da tabela periódica, até o ator do Harry Potter aprovou o cara, e decorou a música (tem maluco pra tudo).
Até a próxima!
No próximo post farei um apanhado das discussões dos textos, já li todos eles e estou só aguardando assistir a uma aula desta quinta. Lá estamos discutindo a questão do currículo e da inclusão também!
Quinta a noite estará pronta espero!
Até lá fiquem com este vídeo que parece bobo, mas é super legal (eu achei pelo menos haha)
É um vídeo sensacional de um cara chamado Tom Lehrer, que é um professor de química que faz uns vídeos ultra-didáticos sobre quase todos os tópicos que a química ensina.
Este aqui é uma música chamada "The elements song".
É tudo em inglês mas a idéia é sensacional e conta os elementos da tabela periódica, até o ator do Harry Potter aprovou o cara, e decorou a música (tem maluco pra tudo).
Até a próxima!
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Experiência, importância e influência
Salve galera!
Desculpem a demora nas postagens, estou de mudança (é um inferno na Terra) e infelizmente isto acaba afetando meu rendimento em quase tudo... Haja café e perseverança... haha!
Primeiramente antes de discutir tópicos mais profundos, gostaria de voltar ainda um pouquinho em uma questão bem legal de se discutir...
A diferença entre inteligência e sabedoria e o quanto você aprende com cada uma delas...
Muitas vezes acabo ouvindo que um sábio necessariamente precisa ser inteligente para ser sábio, ou que uma pessoa, por ser inteligente é necessariamente sábia em sua concepção. Pois bem, contarei uma experiência que me marcou muito sobre a concepção de como enxergamos nossos professores...
Quando era mais novo, por volta de 10 anos, fui matriculado, meio que contrariado, em um curso de Karatê. O objetivo não era bem claro pra mim de início, pois não entendia o porquê daquilo, e minha família só me dizia que era importante fazer alguma atividade física... Eu, mesmo com 10 anos, me questionava, porque não me matricularam no futebol, ou em algo parecido, já que todos os meus colegas jogavam bola (e eram melhores que eu) e eu queria ser melhor naquilo que todos faziam...
Pois bem, não adiantou chorar e espernear, e lá estava eu, treinando Karatê de início. Confesso que fiquei com medo, mas que acabei gostando depois de um período da atividade. Meu professor na época, Antônio Bendilati, o Shu, era uma pessoa de média estatura, careca, bigode, mas transmitia um ar de respeito e sinceridade no modo de falar individualmente com cada um, no modo de lidar com os adultos, e até mesmo com as crianças (comigo no caso). O Sensei, como chamavámos ele também, não chegou a terminar o Ensino Médio e utilizava-se do Karatê e de alguns outros trabalhos para sobreviver, sendo muitas vezes obrigado a aumentar o valor da mensalidade que cobrava da gente de R$15 por mês. Durante este período que passei no Karatê fiz muitas amizades, fui em competições, me diverti, sofri nos treinos, aprendi sobre disciplina e respeito, sobre normas de conduta ética e moral e muitas outras coisas que não se aprendem em sala de aula. Enfim uma experiência muito boa.
Paralelamente, ao treino de Karatê, também estudava em uma Instituição de Ensino Fundamental/Médio particular, e tive dentre muitos, ótimos professores de biologia, geografia, química, física, história, etc. Eles eram muito bons no que faziam sem dúvida, sabiam transmitir o conhecimento da disciplina como ninguém, decoravam datas e equações sem precisar de material de suporte, usavam de didáticas cotidianas e de técnicas de ensino novas. Tive um ótimo professor de Matemática, professor Beto como chamavámos, baixinho, de óculos, era um daqueles professores "pop", que possuía (na época) comunidades no orkut com muitos membros, e dava aula nos melhores cursinhos do Estado de SP, além de ser um dos precursores do estilo Comédia Stand-UP como forma de dar aula. Uma pessoa muito inteligente sem dúvida. Nunca soube nada dele além disso, não sabia se era casado, onde estudou, se passava dificuldades, etc. Notei que ele também não se interessava por cada aluno individualmente na sua forma de ensinar, era como se o ato de ensinar era apenas algo para atingir outro objetivo, o de passar no vestibular, no caso, ou de obter altos índices de nota. Pois bem, um ótimo professor, aprendi muita matemática com ele, mas de resto não aprendi muita coisa.
Mas sumarizando tudo isso, em que ponto quero chegar?
Bem, para concluir o pensamento citado acima é claro, a diferença entre sabedoria e inteligência...
No primeiro caso, temos Antonio Bendilati, o Shu, professor de Karatê, não concluinte do Ensino Médio, tendo que fazer bicos pra se virar, mas dotado de uma força de vontade de ensinar incrível, um senso comum, percepção e intuição elevadíssimas. Enfim uma pessoa que está atunada com e ao redor do mundo em que vive. Uma pessoa sábia, mas não muito inteligente.
No segundo caso, o Beto, professor de Matemática, concluinte do Ensino Superior, com possível Mestrado e Doutorado, capaz de processar e analizar informação rapidamente, e logo após transmiti-la de uma maneira fantástica e simples. Mas incapaz de perceber quando um aluno apresenta dificuldade, e de quando está sendo incoveniente com suas piadas Uma pessoa inteligentíssima, mas não muito sábia.
E quanto a experiência adquirida, a importância destes professores e a influência deles?
Bem quanto aos professores citados...
Minha experiência mais marcante como aluno não foi nenhuma específica destes professores que citei acima... hahaha
Mas sim a de, após muito tempo de reflexão, ter percebido que existem pessoas diferentes (sábias ou inteligentes ou feias ou burras ou bonitas) no mundo, que ensinam diferentes, com conteúdos diferentes, cada uma com sua personalidade e vida, e que esta identidade em conjunto com o meio social te definirá o professor que você um dia vai ser. E também que cada tipo de pessoa encaixa melhor num contexto que a outra (apesar de gostar mais do estilo do professor de Karatê, não sei se o método dele será melhor ao ensinar Matemática, e vice-versa).
Também não possuo nomes de professores que me marcaram profundamente (como sou chato, haha), acredito que todos eles nos marcam de alguma forma, uns mais outros menos. Mas que no fundo, quem se permite moldar é você mesmo através de suas experiências pessoais, empatia e conhecimentos já pré-adquiridos, seja com sua família, amigos ou na sala de aula.
Haha, acho que é isso, acabei me empolgando no pensamento, mas uma breve filosofada de vez em quando não mata ninguém.
Um abraço e até os próximos posts!
Desculpem a demora nas postagens, estou de mudança (é um inferno na Terra) e infelizmente isto acaba afetando meu rendimento em quase tudo... Haja café e perseverança... haha!
Primeiramente antes de discutir tópicos mais profundos, gostaria de voltar ainda um pouquinho em uma questão bem legal de se discutir...
A diferença entre inteligência e sabedoria e o quanto você aprende com cada uma delas...
Muitas vezes acabo ouvindo que um sábio necessariamente precisa ser inteligente para ser sábio, ou que uma pessoa, por ser inteligente é necessariamente sábia em sua concepção. Pois bem, contarei uma experiência que me marcou muito sobre a concepção de como enxergamos nossos professores...
Quando era mais novo, por volta de 10 anos, fui matriculado, meio que contrariado, em um curso de Karatê. O objetivo não era bem claro pra mim de início, pois não entendia o porquê daquilo, e minha família só me dizia que era importante fazer alguma atividade física... Eu, mesmo com 10 anos, me questionava, porque não me matricularam no futebol, ou em algo parecido, já que todos os meus colegas jogavam bola (e eram melhores que eu) e eu queria ser melhor naquilo que todos faziam...
Pois bem, não adiantou chorar e espernear, e lá estava eu, treinando Karatê de início. Confesso que fiquei com medo, mas que acabei gostando depois de um período da atividade. Meu professor na época, Antônio Bendilati, o Shu, era uma pessoa de média estatura, careca, bigode, mas transmitia um ar de respeito e sinceridade no modo de falar individualmente com cada um, no modo de lidar com os adultos, e até mesmo com as crianças (comigo no caso). O Sensei, como chamavámos ele também, não chegou a terminar o Ensino Médio e utilizava-se do Karatê e de alguns outros trabalhos para sobreviver, sendo muitas vezes obrigado a aumentar o valor da mensalidade que cobrava da gente de R$15 por mês. Durante este período que passei no Karatê fiz muitas amizades, fui em competições, me diverti, sofri nos treinos, aprendi sobre disciplina e respeito, sobre normas de conduta ética e moral e muitas outras coisas que não se aprendem em sala de aula. Enfim uma experiência muito boa.
Paralelamente, ao treino de Karatê, também estudava em uma Instituição de Ensino Fundamental/Médio particular, e tive dentre muitos, ótimos professores de biologia, geografia, química, física, história, etc. Eles eram muito bons no que faziam sem dúvida, sabiam transmitir o conhecimento da disciplina como ninguém, decoravam datas e equações sem precisar de material de suporte, usavam de didáticas cotidianas e de técnicas de ensino novas. Tive um ótimo professor de Matemática, professor Beto como chamavámos, baixinho, de óculos, era um daqueles professores "pop", que possuía (na época) comunidades no orkut com muitos membros, e dava aula nos melhores cursinhos do Estado de SP, além de ser um dos precursores do estilo Comédia Stand-UP como forma de dar aula. Uma pessoa muito inteligente sem dúvida. Nunca soube nada dele além disso, não sabia se era casado, onde estudou, se passava dificuldades, etc. Notei que ele também não se interessava por cada aluno individualmente na sua forma de ensinar, era como se o ato de ensinar era apenas algo para atingir outro objetivo, o de passar no vestibular, no caso, ou de obter altos índices de nota. Pois bem, um ótimo professor, aprendi muita matemática com ele, mas de resto não aprendi muita coisa.
Mas sumarizando tudo isso, em que ponto quero chegar?
Bem, para concluir o pensamento citado acima é claro, a diferença entre sabedoria e inteligência...
No primeiro caso, temos Antonio Bendilati, o Shu, professor de Karatê, não concluinte do Ensino Médio, tendo que fazer bicos pra se virar, mas dotado de uma força de vontade de ensinar incrível, um senso comum, percepção e intuição elevadíssimas. Enfim uma pessoa que está atunada com e ao redor do mundo em que vive. Uma pessoa sábia, mas não muito inteligente.
No segundo caso, o Beto, professor de Matemática, concluinte do Ensino Superior, com possível Mestrado e Doutorado, capaz de processar e analizar informação rapidamente, e logo após transmiti-la de uma maneira fantástica e simples. Mas incapaz de perceber quando um aluno apresenta dificuldade, e de quando está sendo incoveniente com suas piadas Uma pessoa inteligentíssima, mas não muito sábia.
E quanto a experiência adquirida, a importância destes professores e a influência deles?
Bem quanto aos professores citados...
Minha experiência mais marcante como aluno não foi nenhuma específica destes professores que citei acima... hahaha
Mas sim a de, após muito tempo de reflexão, ter percebido que existem pessoas diferentes (sábias ou inteligentes ou feias ou burras ou bonitas) no mundo, que ensinam diferentes, com conteúdos diferentes, cada uma com sua personalidade e vida, e que esta identidade em conjunto com o meio social te definirá o professor que você um dia vai ser. E também que cada tipo de pessoa encaixa melhor num contexto que a outra (apesar de gostar mais do estilo do professor de Karatê, não sei se o método dele será melhor ao ensinar Matemática, e vice-versa).
Também não possuo nomes de professores que me marcaram profundamente (como sou chato, haha), acredito que todos eles nos marcam de alguma forma, uns mais outros menos. Mas que no fundo, quem se permite moldar é você mesmo através de suas experiências pessoais, empatia e conhecimentos já pré-adquiridos, seja com sua família, amigos ou na sala de aula.
Haha, acho que é isso, acabei me empolgando no pensamento, mas uma breve filosofada de vez em quando não mata ninguém.
Um abraço e até os próximos posts!
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Ato Inicial
Olá povo!
Meu nome é André, sou natural de São Paulo-SP e agora aluno regularmente matriculado no curso de Química-Licenciatura da UFRGS. Estive um período de um ano como aluno de Mobilidade Acadêmica nos semestres 2010/2 e 2011/1. Da mesma forma que enquanto cursava Bacharelado por três anos e meio em Araraquara - SP na UNESP, pensava nas diferenças entre as diferentes atribuições do curso. Como nos dois estados, parecia dois universos paralelos, com uma diferença de perfil e pensamentos imensa, e nunca conseguia me imaginar como qualquer coisa a não ser bacharelado.
Acabou que não precisei pensar muito, haha, digamos que o tempo passado como aluno de intercâmbio serviu para que eu pudesse refletir e ver que o que eu fazia e gostava de fazer era mesmo entrar em contato com pessoas diferentes e ensiná-las! Ou seja, ser professor, ser mestre, ser amigo.
Trabalhei por 2 anos e meio com um grupo de teatro em Química, chamado Projeto Alquimia.
neste projeto tinhamos o intuito de levar a Química, ciência muito mal vista por grande parte da população como algo ruim ("A química polui!"), de uma maneira muito mais divertida e dinâmica. Aceitei o desafio quando ingressei em 2008, e acho que ali, começei a gostar de algo além do básico.
Além disso sempre acabei me envolvendo em tudo que dava, haha. Diretório Acadêmico, Semana Acadêmica, Palestras, grupos de discussões, rodinhas de papo-furado, Cursinho comunitário, e todos esses envolvimentos me davam muita alegria. Foi neste período de experimentação que acabei criando uma identidade muito grande com o ato de ensinar e aprender!
Agora sou bolsista PIBID da UFRGS, e me sinto realizado, em me ter descoberto neste período de tentativa e erro, mas que foi extremamente necessário para a moldagem do meu ser como alguém consciente de que o ser professor é algo muito maior do que podemos explicar com palavras...
É isso!
Mais postagens virão.
Meu nome é André, sou natural de São Paulo-SP e agora aluno regularmente matriculado no curso de Química-Licenciatura da UFRGS. Estive um período de um ano como aluno de Mobilidade Acadêmica nos semestres 2010/2 e 2011/1. Da mesma forma que enquanto cursava Bacharelado por três anos e meio em Araraquara - SP na UNESP, pensava nas diferenças entre as diferentes atribuições do curso. Como nos dois estados, parecia dois universos paralelos, com uma diferença de perfil e pensamentos imensa, e nunca conseguia me imaginar como qualquer coisa a não ser bacharelado.
Acabou que não precisei pensar muito, haha, digamos que o tempo passado como aluno de intercâmbio serviu para que eu pudesse refletir e ver que o que eu fazia e gostava de fazer era mesmo entrar em contato com pessoas diferentes e ensiná-las! Ou seja, ser professor, ser mestre, ser amigo.
Trabalhei por 2 anos e meio com um grupo de teatro em Química, chamado Projeto Alquimia.
neste projeto tinhamos o intuito de levar a Química, ciência muito mal vista por grande parte da população como algo ruim ("A química polui!"), de uma maneira muito mais divertida e dinâmica. Aceitei o desafio quando ingressei em 2008, e acho que ali, começei a gostar de algo além do básico.
Além disso sempre acabei me envolvendo em tudo que dava, haha. Diretório Acadêmico, Semana Acadêmica, Palestras, grupos de discussões, rodinhas de papo-furado, Cursinho comunitário, e todos esses envolvimentos me davam muita alegria. Foi neste período de experimentação que acabei criando uma identidade muito grande com o ato de ensinar e aprender!
Agora sou bolsista PIBID da UFRGS, e me sinto realizado, em me ter descoberto neste período de tentativa e erro, mas que foi extremamente necessário para a moldagem do meu ser como alguém consciente de que o ser professor é algo muito maior do que podemos explicar com palavras...
É isso!
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